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A psicologia de guerra usada na política como ferramenta de controle das pessoas pelo estado

A substituição da Fé do mundo transcendental para o mundo imanente.

 

A troca que levou décadas, para não dizer, séculos está bem avançada. No mínimo muito avançada quando verificado que grande parte das pessoas acredita no paraiso ilusório vendido por homens que seria criado na terra sobre suas administrações, enquanto uma outra parte permace

 

 

A maioria das pessoas acredita num mundo ilusório onde o estado, por intermédio de indivíduos empossados em cargos públicos, possui o dever legal e moral de conduzi-los rumo a uma sociedade fraterna, livre de conflitos e próspera.

Essa crença só tem uma adesão massiva porque ela foi imposta lentamente, doutrinando massas, fechando caminhos de quem tentasse sair deste doutrinação institucionalizada, conhecida como ensino formal.

Agora, com uma massa grande, consegue-se trazer uma sensação de alívio reconfortante à grande massa de indivíduos, os quais se conformam com a ideia de que não é possível o estabelecimento da propriedade privada, da ordem e da justiça sem a intervenção de um ente externo que se imponha no sentido de fazer todos esses institutos funcionarem de forma regular.

Essa devoção ao estado tem sua origem nas emoções humanas que os políticos sabem muito bem manipular em causa própria. Agendas induzidas por governantes e militantes partidários bem como a defesa da manutenção de certos fatos sociais de ampla aceitação e louvor pelas massas são fontes dessa estratégia estatal de controle social. Isso pode ser visto no mundo inteiro visto que todos os governantes, sejam eles declaradamente autoritários ou não, precisam de uma base de legitimação psicossocial sobre a qual estabeleça as pautas que defenderá publicamente diante de seus súditos.

A disciplina da psicologia política ganha cada vez mais notoriedade entre intelectuais e entidades governamentais em função de ser ela a fonte principal das ferramentas retóricas e psicológicas que embasam todas as ações políticas que pretendem executar. Um político, na maioria das vezes não age de forma autônoma, ele executa suas ações tendo como base um pano de fundo ideológico que possui a função de agrupar correligionários e defensores intransigentes de suas ideias. Através da aquisição desse suporte humano, que ocorre tal como num sistema de arrebanhamento, os políticos e seus mandantes conseguem alcançar o poder pelas vias políticas instituídas para esse fim.

Desse processo frio de seleção das melhores ferramentas de manipulação e controle originam as pautas defendidas pelos políticos que teoricamente vão vencer as eleições, mantendo assim o jugo estatal sobre o lombo dos cidadãos por mais algum tempo – sempre passando a falsa ideia de que tudo ocorreu pelas formas definidas num processo democrático transparente, que tem o aval de outros governos e organismos supranacionais que se estabeleceram para chancelar as atividades de escolha de governantes pelo mundo afora.

Algumas exceções a esse modus operandi ocorrem e sempre serão tratadas como um processo anômalo de tomada de poder que não foi ratificado pela comunidade internacional. Em todos os países onde essa dinâmica democrática não causa seus efeitos, as disputas político-partidárias e ideológicas tomam uma proporção que as encerram em conflitos violentos e desregulados, desestabilizando e promovendo a má reputação desses países bem como destruindo de forma paulatina seu ambiente econômico e social.

Todo esse jogo, essa farsa, esse embuste são perpetrados pelo ‘police state’ que já está bem estabelecido e precisa ser desmascarado a fim de que todos entendam a dimensão do problema que nós devemos enfrentar. Convém que ninguém participe do processo eleitoral e nem reverbere a narrativa do estado de que para fazermos certo temos que aceitar os métodos que ele nos impõe.

As ferramentas do estado estão cada vez mais sofisticadas e elas nunca foram e nunca serão benéficas às liberdades e direitos naturais.